Transporte OSI
ITOT/TPKT sobre TCP e COTP (classe 0), o enquadramento usado pelo AMHS para carregar as PDUs de sessão.
Mensagens Aeronáuticas · X.400 P7 · X.500
User Agent para o Serviço de Tratamento de Mensagens ATS (AMHS).
O SOPHIA AMHS é uma estação de trabalho para acesso operacional ao AMHS, permitindo compor, transmitir, receber, consultar e gerenciar mensagens aeronáuticas por meio do protocolo X.400 P7. Integra diretório X.500, composição assistida de mensagens ATS, OPMET e AIS, armazenamento local e rastreabilidade das ações do operador.
Caixa de entrada com prioridade, origem/destino, tipo, callsign e horário de arquivo de cada mensagem.
O SOPHIA AMHS atua como interface operacional entre o usuário e o servidor AMHS. Por meio de associações P7, realiza autenticação, submissão, consulta, recuperação e exclusão de mensagens, processando as respostas do servidor conforme a arquitetura X.400.
Cada ciclo de comunicação estabelece uma associação com o servidor, executa as operações necessárias e encerra a sessão de forma controlada. O estado apresentado ao operador acompanha o resultado confirmado pelo servidor: uma mensagem somente é registrada como enviada após a confirmação da submissão.
Desenvolvido em atendimento às recomendações ITU-T X.400 / X.420 / X.500 e ao ICAO Doc 9880 (especificações técnicas da ATN/OSI — AMHS).
Comunicação AMHS ponta a ponta
O cliente implementa diretamente os protocolos necessários à comunicação com o servidor AMHS, desde o transporte OSI/ITOT até as operações P7, incluindo sessão, apresentação, ACSE e ROSE. As estruturas de protocolo são codificadas em ASN.1/BER e verificadas por testes de codificação e decodificação.
ITOT/TPKT sobre TCP e COTP (classe 0), o enquadramento usado pelo AMHS para carregar as PDUs de sessão.
Sessão OSI (connect/finish) e camada de apresentação com negociação dos contextos de sintaxe abstrata usados na associação.
Estabelecimento e liberação da associação (AARQ/RLRQ) e o mecanismo de operações remotas (invoke / return-result / return-error / reject).
ms-bind, message-submission, message-list, message-fetch e message-delete contra o repositório de mensagens do servidor.
Montagem e leitura do envelope IPM — cabeçalho, originador, destinatários, assunto e corpo — com os nomes O/R do diretório.
Todo codificador/decodificador ASN.1/BER tem teste de ida e volta que exercita a mesma forma de fio trocada com o servidor.
A interface organiza o tráfego em caixas dedicadas — Entrada, ATS, FPL, OPMET, AIS, Enviadas, Saída, Rascunhos e Lixeira — com busca por horário de arquivo, origem, tipo, callsign, assunto ou conteúdo.
Recepção automática: a cada ciclo o cliente lista o repositório, recupera cada entrada ainda não conhecida e a coloca na caixa de entrada. A operação é idempotente — recuperar duas vezes nunca duplica a mensagem.
Envio confirmado: a mensagem é composta como IPM, submetida ao servidor e movida para Enviadas apenas com o resultado de submissão real; em caso de falha, permanece na Caixa de Saída para reenvio.
Exclusão na ordem certa: o cliente executa primeiro a exclusão no servidor e só então move a cópia local para a Lixeira. Uma exclusão local nunca é desfeita por uma falha remota.
Encaminhamento e resposta: responder, encaminhar e reenviar a partir da barra de leitura, com seleção múltipla e exclusão otimista revertida se o servidor recusar.
Caixas virtuais separam automaticamente ATS, planos de voo, meteorologia e informação aeronáutica.
Composição assistida e leitura decodificada
Cada tipo de mensagem tem um formulário guiado que monta o texto no formato de fio a partir de campos rotulados, com prévia ao vivo e validação em duas camadas — no navegador e no servidor. O texto livre é ajustado ao conjunto de caracteres AFTN permitido antes de chegar ao corpo da mensagem. Na leitura, cada grupo é decodificado em linguagem clara.
Composição campo a campo de FPL, CHG, DLA, CNL, DEP e ARR, com dobra do texto nas linhas canônicas que os processadores AMHS esperam. Reconhece o envelope AFTN (prioridade e horário de arquivo) e separa os campos do corpo na leitura.
Desenvolvido em atendimento ao ICAO Doc 4444 (PANS-ATM, Apêndice 3 — Mensagens ATS) e à ICA 100-15.
Formulário assistido para METAR, SPECI, TAF, SIGMET e AIRMET em formato TAC, montando o cabeçalho abreviado OMM e o corpo codificado. METAR e SPECI recebidos são reconhecidos e abrem decodificados grupo a grupo.
Desenvolvido em atendimento às ICA 105-1 / 105-15 / 105-16 / 105-17.
Composição de NOTAM Nacional, ASHTAM e SNOWTAM sobre o mesmo transporte P7, com linha de qualificadores, campos A) a G) e editor estruturado de dias e horários. Os códigos NOTAM vêm de um conjunto de dados versionado, não fixados no código.
Desenvolvido em atendimento à ICA 53-1, à TCA 53-1 e à ICA 53-10.
Toda mensagem enviada solicita relatório de não entrega ao servidor. Se um endereço não resolve, o servidor devolve um NDR que o cliente reconhece: a mensagem volta para a Caixa de Saída marcada como não entregue, com o motivo informado, e o botão Reenviar fica disponível assim que o endereço é corrigido.
O relatório é guardado e casado com a mensagem original pelo identificador de submissão, e a ocorrência entra no histórico como evento de sistema.
O catálogo é uma base local com cadastro manual campo a campo — CN, OU, O, PRMD, ADMD, C — e prévia da forma canônica do endereço. A sincronização com o diretório é acionada pelo operador, mostra barra de progresso e, quando o diretório diverge de uma entrada editada manualmente, abre um modal perguntando o que fazer.
Uma entrada editada passa a ser tratada como manual e deixa de ser sobrescrita em silêncio. A tabela tem busca e paginação; cada operação é auditada.
Armazenamento local
O acervo de mensagens fica em uma base local no próprio equipamento, com as caixas representadas por um campo de pasta. A recepção é idempotente pelo número de sequência remoto, de modo que consultas repetidas ao servidor nunca geram cópias duplicadas.
Cada mensagem é indexada pelo identificador remoto; um novo ciclo de recepção não reintroduz o que já está no acervo.
Excluir da Lixeira não remove o registro: ele é marcado como expurgado, sai de todas as visões e fica retido para auditoria.
Mensagens excluídas ficam 30 dias no histórico — respondendo “quem apagou o quê” — e só então são removidas em definitivo, automaticamente.
Acesso, perfis e registro de ações
A interface exige login. Essa camada de acesso é local ao console — identifica quem está operando o cliente para a trilha de auditoria — e não se confunde com a identidade AMHS, que é infraestrutura compartilhada. As senhas do console são guardadas com derivação de chave (PBKDF2-HMAC-SHA256), e as sessões usam token opaco com expiração deslizante.
Administrador — que gere usuários — e operador. Todos veem todas as mensagens e todo o histórico; a diferença é só quem administra contas.
Login e logout, leitura, envio, rascunho, reenvio, envio para a lixeira, expurgo, restauração, recepção manual e automática, alterações de usuário e de catálogo, impressão — sempre com o autor.
A leitura registra uma linha por leitor distinto — é assim que a pergunta “quem viu esta mensagem” é respondida sem depender de memória de ninguém.
A tela de Histórico é aberta a qualquer usuário autenticado: a rastreabilidade é um bem comum da operação, não um privilégio administrativo.
Um administrador inicial é criado na primeira execução, de forma idempotente, com caminho próprio de recuperação de senha.
Cookie de sessão restrito ao próprio host, requisições de API bloqueadas sem sessão válida e expiração deslizante de curta duração.
A barra de leitura gera um PDF com timbre, bloco de metadados — tipo, sentido, anexo, prioridade, data e hora, originador e destinatário O/R, assunto e identificador — e o texto da mensagem em fonte monoespaçada. O rodapé de cada página traz o identificador, o instante de geração e a numeração; corpos longos paginam sozinhos. Cada impressão é registrada no histórico.
Timbre configurável por instalação
Metadados completos da mensagem
Identificador em todas as páginas
Instante de geração no rodapé
Caixa de entrada e composição assistida de mensagens ATS e OPMET, nos temas claro e escuro.
Base normativa
Normas internacionais e nacionais observadas no desenvolvimento do SOPHIA AMHS. A relação indica as referências adotadas como base técnica e não constitui declaração de certificação ou homologação.
O SOPHIA AMHS foi desenhado para trocar mensagens com a infraestrutura AMHS pelo protocolo padrão e, ao mesmo tempo, deixar registrado cada passo do operador — da leitura ao expurgo. É a mesma lógica das outras soluções SOPHIA: informação integrada, eventos auditáveis e reconstrução fiel do cenário.